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Satélites que estudam campo magnético a caminho da sua órbita

25 Novembro 2013

Os três satélites da constelação Swarm da ESA foram lançados na sexta-feira à tarde, por um foguete russo Rockot. Durante quatro anos, irão monitorizar o campo magnético da Terra, das profundezas do núcleo do nosso planeta até à alta atmosfera. 

Os satélites Swarm irão dar-nos uma visão sem precedentes da forma complexa como funciona o escudo magnético que protege a nossa biosfera de partículas carregadas e da radiação cósmica. Irão fazer medições precisas para avaliar o seu atual enfraquecimento e perceber de que forma contribuem para alterações globais.

O lançador Rockot descolou do porto espacial de Plesetsk no norte da Rússia, às 12:02 GMT (13:02 CET), a 22 de novembro. 

Simultaneous separationAccess the video

Noventa e um minutos depois o andar superior Breeze-KM libertou os três satélites até a uma órbita circular, próxima do círculo polar ártico, a uma altitude de 490 km.

O contacto com o trio foi estabelecido alguns minutos mais tarde, através da estação de Kiruna, na Suécia, e depois com a estação de Svalbard na Noruega.  

Os três satélites são controlados por equipas da ESA no Centro de Operações Espaciais Europeu em Darmstadt, na Alemanha. Algumas horas após a descolagem, desenrolaram os instrumentos de quatro metros de comprimento. Nos próximos três meses, as cargas científicas serão verificadas e eles irão deslocar-se para as respetivas órbitas operacionais. 

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Earth's magnetic fieldAccess the image

O par inferior irá voar em formação, lado a lado, a cerca de 150 km (10 segundos) de distância, no equador, e a uma altitude inicial de 460 km, enquanto o satélite superior irá subir a uma órbita de 530 km.

“O Swarm irá colmatar uma falha na nossa visão do sistema Terra e na monitorização dos assuntos de alterações globais,” notou Volker Liebig, diretor de observação da Terra da ESA.

 “Irá ajudar-nos a compreender melhor o campo que nos protégé das partículas e da radiação que vem do Sol.”

Sobre Swarm

Os satélites Swarm são a quarta missão de Exploração da Terra da ESA, seguindo-se aos muito bem sucedidos CryoSat, GOCE e SMOS – todas missões que expandem o nosso conhecimento da Terra e do seu ambiente. 

A combinação de dados compilados pelo Swarm irá dar-nos informação preciosa sobre as fontes do campo magnético no interior da Terra. Insto inclui compreender como é que o campo magnético está relacionado com o movimento do ferro fundido no núcleo exterior, como é que a condutividade do manto está relacionada com a sua composição e como é que a crosta tem sido magnetizada ao longo das escalas geológicas.

Também irão investigar como é que o campo magnético se relaciona com o ambiente terrestre através de cintos de radiação e os seus efeitos próximo da Terra, incluindo o input de energia do vento solar até à atmosfera superior. 

O Swarm também sera capaz de distinguir entre as várias fontes de campo magnético do nosso planeta, garantindo a continuidade na sua monitorização a partir do espaço, em conjunto com medições de observatórios em terra. 

O nosso campo magnético desempenha um papel essencial na proteção da biosfera porque gera uma bolha à volta do nosso planeta que deflete as partículas carregadas e encerra-as em cintos de radiação. Este escudo protege toda a vida na Terra do bombardeamento de iões pesados vindos do Sol e do espaço profundo.

Desde 1980 que missões anteriores têm mostrado que este campo está a enfraquecer, o que poderá ser um sinal de que o polos magnéticos norte/sul estão a começar a inverter – sabe-se que isto já aconteceu várias vezes durante os tempos geológicos.  

Apesar de estas inversões demorarem normalmente milhares de anos a acontecer, um enfraquecimento da nossa proteção magnética poderia levar a um aumento no número de eventos danificam os satélites em órbita ou avariam as redes energéticas e outros sistemas elétricos em terra.  

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