Sol Magnético

26 Fevereiro 2018

O ciclo de atividade do Sol - onde o número de manchas solares aumenta e diminui – tem vindo a ser monitorizado, regularmente, há pelo menos 250 anos; mas a utilização de telescópios espaciais deu-nos uma perspetiva totalmente nova da nossa estrela mais próxima.

A 22 de dezembro de 2017, o Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) atingiu os 22 anos no espaço. Esta duração é significativa porque é o comprimento médio do ciclo magnético solar completo. Os ciclos das manchas solares são conhecidos por terem ocorrem durante cerca de 11 anos, mas o ciclo completo é o dobro desse comprimento, devido ao comportamento dos campos magnéticos. A polaridade do Sol muda paulatinamente através do seu ciclo, de modo que, após 11 anos, a orientação do campo terá avançado entre os hemisférios do norte e do sul. No final de um ciclo de 22 anos, a orientação do campo magnético é a mesma que foi no início.

Cada imagem aqui mostrada é um retrato do Sol a cada primavera, com o Telescópio de Imagiologia Ultravioleta Extrema do SOHO. Observar no ultravioleta revela a coroa do Sol - a atmosfera extremamente quente, até cerca de 2 milhões de graus, que se estende por milhões de quilómetros pelo espaço.

Quando o Sol está no seu mais ativo, os campos magnéticos fortes aparecem como pontos brilhantes nas imagens ultravioletas da coroa. A atividade também se torna óbvia na fotosfera, que é a superfície que vemos na luz visível.

Quando o Sol está ativo, as manchas solares aparecem na superfície. As concentrações de campos magnéticos podem reduzir a temperatura da superfície em algumas áreas, e esta temperatura reduzida faz com que essas áreas apareçam pretas em imagens de luz visível. O último ciclo de 11 anos começou em 1996 e o atual começou em 2008, com o máximo solar a ocorrer em 2014.

Ao monitorizar o Sol durante quase um ciclo completo de 22 anos, o SOHO forneceu uma grande quantidade de dados sobre a variabilidade solar. Isto tem sido vital para monitorizar a interação da atividade do Sol com a Terra e melhorar as capacidades na previsão do tempo espacial.

O SOHO fez muitas descobertas importantes com o seu conjunto de instrumentos, como revelar a existência de tremores solares, detetar ondas que viajam através da coroa e identificar a fonte do vento solar “rápido”.

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